4 de mai de 2012

Ouvir ou se fazer de surdo?


“Um dia o ar se encheu de amor e em todo o seu esplendor as vozes cantaram. Seu canto ecoou pelos campos subiu as montanhas e chegou ao universo e uma estrela brilhou mostrando o caminho. Glória a Deus nas alturas e paz na Terra aos homens de boa vontade!” Assim Roberto Carlos descreve o dia em que Jesus nasceu, o Deus encarnado, que foi dado ao mundo para a salvação daquele que crer (João 3:16). Era o início do Reinado do Amor.
Mas “muita gente se afastou do caminho que é de luz” e “pouca gente se lembrou da mensagem que há na cruz”. E a profecia de Mateus 24: 12 se cumpre em nosso meio:  “E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará.” Tudo o que Cristo nos deixou de legado foi que nós amassemos uns aos outros, tal como ele nos amou (João 15: 12). É um mandamento, e aquele que o obedece, este sim é seu amigo (João 15:14). “Só que muita gente não quis ouvir. Eles estão surdos.” 
No Antigo Testamento, livro de Amós, vemos vários exemplos de uma “covardia surda que só ouve o que convém.” Uma corja de opressores pervertia a justiça e promovia a miséria ao mesmo tempo em que se deleitavam em festas regadas a muito vinho e mesas fartas de comida. Seus concidadãos passavam fome para manter o luxo dos seus palácios. A opressão era marca registrada no Reino de Israel (Amós 4:1), e ninguém ouvia o grito dos oprimidos. Corruptos e hipócritas não paravam com seus rituais religiosos. Enquanto tocavam e cantavam seus hinos sacros, barrigas continuavam vazias.
Não pense que hoje é diferente. Ainda tentam silenciar o grito dos oprimidos. E por falar em grito, um quadro com esse nome foi a leilão esta semana e arrematado por 107 milhões de dólares. O homem é capaz de gastar esse dinheiro enquanto vários outros padecem. Não me espantaria se soubesse que tal comprador é um religioso. Mas Cristo nos ensina com palavras e ações a sermos diferentes. Amar sem olhar a quem e fazer em prol dos que precisam, assim estaremos mais perto de Deus. Cabe a nós, e somente a nós, ouvirmos sua voz e cumprir sua ordenança, ou continuarmos nos fazendo de surdos por mera conveniência...


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